quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

HEROINAS DA COXILHA RICA

ANINHA ATHANÁZIA
ANINHA ATHANÁZIA PELO CARTUNISTA LAGEANO ADILSON FERREIRA


COMENTÁRIO VIA FACEBOOK

JC Arruda de Sousa A índia ANINHA mijava de pé na frente da tropa, segundo o saudoso Márcio Camargo Costa. Ela invadiu, como posseira, grandes áreas de terras no Raposo e no Cajurú. Seus principais adversários políticos e latifundiários eram os Coronéis Juca Prudente e Ramiro Andrade. Não teve filhos naturais. Seu herdeiro foi Panchito, o Gaudério de Cambajuva, que morreu mais tarde na Guerra do Contestado lutando ao lado dos jagunços na destruição de Taquarussu.

ANITA GARIBALDI





ANITA GARIBALDI PELO CARTUNISTA LAGEANO ADILSON FERREIRA
AINDA MENINA ANITA DEIXOU OS LINDOS CAMPOS DA COXILHA RICA PARA IR CAÇAR VEADO EM LAGUNA!

COMENTÁRIOS VIA FACEBOOK:
Enio Ribeiro Filho Amigo. Estou desenvolvendo um estudo sobre Anita Garibaldi e suas ligações com Lages. Vc pode me repassar a referência bibliográfica ( fonte ) dessa afirmação ???
JC Arruda de Sousa Não tenho Enio. Não é referência bibliográfica, mas apenas oralidade, conversa de italiano. Vários pesquisadores e renomados eruditos já se debruçaram sobre a vida de Anita, mas a própria Revolução Farroupilha não permitiu aos soldados e seus líderes de então tempo de sobra para escrever a História verdadeira. O que existe é muita especulação. A meu ver, pouco importa onde ela nasceu, pois seu pai Bentão não tinha paradeiro fixo. O importante é que ela desenvolveu hábitos de mulher serrana. Considerando que sua mãe e seu tio Antônio eram coxilhins, dificilmente ela teria nascido em Laguna e vindo morar em Lages, quando o contrário é, aparentemente, mais racional. Quando Giuseppe fez seu célebre relato para Alexandre Dumas, muitas coisas ficaram claras, mas ele não chegou a se aprofundar acerca de seu casamento com Anita. Algum dia um pesquisador vai encontrar alguma prova definitiva acerca do tema. Mas até agora ninguém conseguiu provar nada. Anita ainda é um grande mistério serrano. Parabéns pela sua disposição em pesquisar o assunto. A Professora Ismênia Ribeiro, de São Joaquim, tem muita informação histórico-genealógica da Família Ribeiro, da qual encontro alguns antepassados em minha árvore. Acredito que ela possa ajudá-lo melhor que eu. Veja http://genealogiaserranasc.blogspot.com.br/ GENEALOGIA SERRANA DE SANTA CATARINA: FAMÍLIAS SOUZA, RIBEIRO, PALMA E OUTRAS  
Enio Ribeiro Filho Agradeço, JC Arruda de Souza, certa e oportunamente, voltaremos a falar sobre esse tema. Mais uma vez, obrigado!


LEMBRETE:  Estas e outras ilustrações do cartunista ADILSON FERREIRA são encontradas nos livros CONJUMINÂNCIAS LAGEANAS –  Uma Coletânea de Artigos e O DIZEDOR,  de autoria deste blogueiro.









terça-feira, 25 de dezembro de 2012

CAÇAPAVA DO SUL RS - TERRA DE ARRUDA


Netos de José Domingues de Arruda, patriarca da família na Coxilha Rica 


     Nascida de um acampamento militar na metade do ano de 1770, Caçapava do Sul é um dos municípios mais antigos do Rio Grande do Sul.


Seu território está situado na chamada Região da Campanha, com extensas jazidas de minérios de cobre, cal e caulim.


    Em sua configuração topográfica observam-se campos e serras imponentes, com terras escuras e solo silicioso, prestando-se de maneira admirável à criação de gado e à agricultura.


    O município de Caçapava do Sul tem como base de sua economia o setor primário na pecuária, agricultura, indústria e mineração, que é responsável pela produção de mais de 85% do calcário do Estado do Rio Grande do Sul.
 
   
A Gastronomia é rica e forte, à base de carnes bovina e ovina, com influência portuguesa, espanhola, africana e indígena.



    A produção cultural e artista também é referência no município. A Casa do Poeta “Clara Haag Kipper” promove concursos literários e já lançou três edições do Prêmio Literário Legislativo Caçapavano, instituído no município pela Lei nº2567/2010.


Comentário:


Terminado o Ciclo do Ouro de Minas Gerais, parte dos garimpeiros da Família Arruda se deslocou para o Nordeste, formando um grande núcleo no Ceará, principamente em Fortaleza.


Uma parte retornou para suas cidades de origem, no Interior de São Paulo e outra trocou a mineiração pelo tropeirismo, se deslocando para o Sul do Brasil e se radicando, inicialmente, em Caçapava do Sul RS, na campanha gaúcha.

Mais tarde, pouco antes
de eclodir a Revolução Farroupilha, houve um deslocamento de alguns integrantes da Família Domingues de Arruda para a Serra Catarinense, estabelecendo-se na Coxilha Rica, em Lages SC.


Quem não partiu e permaneceu em Caçapava do Sul, uma terra com histórico militar, conforme acima, participou ativamente dos enfrentamentos farrapos, de ambos os lados, ou seja, entre eles havia tanto republicanos quanto monarquistas. 


Assim, nos dias atuais, há uma imensa concentração de pessoas da Família Arruda, tanto na Serra Catarinense quanto na Campanha Gaúcha, com destaque para Lages SC e Caçapava do Sul RS.    

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

A COLONIZAÇÃO DA COXILHA RICA

 Tal qual a Verona de Romeu e Julieta, a cidadezinha medieval conhecida por “Dos Arrudas”, dividida ao meio na fronteira Portugal-Espanha, o português Dom Manuel Arruda se apaixonou perdidamente pela bela espanhola Dona Penélope Dominguez de uma família arquiinimiga. Manuel, num entrevero de rua, espetou com seu facão o primo irmão de Penélope, o redomão Dom Torquemada, mandando-o para os Quintos dos Infernos em plena juventude e foi banido pelo “Príncipe de La Arrueda” para o Brasil, refugiando-se no Interior de São Paulo. Sua amada, na maior secura e desespero, procurou ajuda do padre, Dom Quixote de Batina, que trafuncou nela um poderoso sonífero e a despachou para o Novo Mundo na primeira caravela que partiu do Porto de Lisboa.


Depois de muitos amassos e acarcões nas macegas e capões de mato paulistas, Manuel e Penélope, agora já estavam abrasileirados como um aristocrático casal de alta sociedade. Conheceram Fernão Dias Paes Leme, o histórico e célebre Caçador de Esmeraldas mesmo que nunca tenha caçado nenhuma esmeralda. Bandearam-se rumo às Minas Gerais, integrando-se ao chamado Ciclo do Ouro. Encontraram ouro às pamparras. Então, garraram a buva rumo ao Sul – com bruacas e mais bruacas cheias do dourado metal no lombo de mulas - em companhia dos tropeiros que retornavam para Viamão, no tenebroso e gaucho Fim de Mundo, conhecido por Rio Grande do Sul.


Estabeleceram-se e aquerenciaram-se em Caçapava do Sul. Ali formaram uma numerosa prole, pois não dormiam no ponto, já que tinham que ficar de olho na imensa fortuna, agora reforçada com estâncias e fazendas, pois dinheiro chama dinheiro. Até que a gauchada, amante das peleias, criou o cenário sombrio que resultaria na Revolução Farroupilha.


Gente de paz, um dos seus herdeiros, José Domingues de Arruda e sua esposa, seguiram o exemplo de Abraão, juntaram tudo que tinham e tomaram o rumo Norte, pelo lendário Corredor das Tropas, em busca de sua Canaã na Serra Catarinense, atravessando o famoso Passo de Santa Vitória. A guarita de cobrança de impostos federais dos tropeiros, localizada na Fazenda Guarda Mor, os tornaram mais ricos e poderosos do que já eram.


Seu filho caçula, José Maria Domingues de Arruda, ficou conhecido por Coronel dos Coronéis e foi o homem mais rico de toda a História de Lages. Até que a paixão das próximas gerações pelo chinaredo do Triângulo e pelas apostas em casco de cavalo na raia do Bairro Conta Dinheiro consumiu o que restou das bruacas de ouro, dos pinheirais, do gado e das imensas áreas de terra da Família Domingues de Arruda. E o Vento Levou...! 



Muito da saga dos descendentes de Manuel e Penélope se perdeu na imensidão dos campos da Coxilha Rica e de Caçapava do Sul. Aos poucos, como resgate histórico, literário e romântico, os escribas familiares como este aqui, por exemplo, vão trazendo alguns fragmentos daquele passado de glórias pois, com o fim das bijujas nas guaiacas, pouca coisa restou a fazer além do ruminar de lembranças.