terça-feira, 6 de setembro de 2011

ANITA GARIBALDI E ANINHA ATHANÁZIA - MULHERES-MACHOS SIM SENHOR!


ANITA CAÇANDO VEADO EM LAGUNA

PARA MOSTRAR AUTORIDADE ANINHA MIJAVA DE PÉ NA FRENTE DA TROPA
 



MAPA DA COXILHA RICA

Rainha dos Dois Mundos, a heroina farrapa Anita Garibaldi, Aninha do capataz e agregado Bentão (Bento Ribeiro da Silva), minha parente distante, bem distante por parte de pai, dispensa maiores apresentações e comentários.


Já Aninha Athanázia, a india posseira e guerreira, Rainha do Raposo e do Cajurú, é pouco conhecida, pois os antigos fazendeiros e Coronéis da Coxilha Rica fizeram questão de apagar sua memória. Em 2010, enquanto o atual proprietário estava ausente, alguns vândalos ou procuradores de minas de dinheiro e de ouro escondido destruiram seu túmulo e o próprio cemitério onde ela estava enterrada em uma Fazenda no Raposo.


Seu reinado  naquela região da Coxilha Rica começou no final da Guerra do Paraguai, por volta de (1864-1870). Recrutou pessoas sem terra que vagavam pela Coxilha, organizou-os em um temível piquete e derrotou uma guarnição inteira de soldados que retornavam da Guerra através do Corredor das Tropas, poupando apenas a vida das mulheres e das crianças que os acompanhavam, pessoas que passaram a condição de agregados e peões das Fazendas invadidas por Aninha.


Sem filhos nem marido, adotou uma dessas crianças após a morte da mãe, o Panchito, mais conhecido como Gaudério de Cambajuva, seu herdeiro, inclusive na arte bélica. Panchito morreu na Guerra do Contestado. Aliás, Cambajuva foi o primeiro nome de Bom Jardim da Serra, mas a Cambajuva de Panchito era no Paraguai. Seus maiores adverários políticos foram os Coronéis Juca Prudente e Ramiro Andrade.

Quem melhor a retratou foi o escritor, compositor e pesquisador nativista, o ilhéu Márcio Camargo Costa, em suas  fundamentais obras Aninha Athanázia, a Caudilha de Lages e Panchito na obra O Gaudério de Cambajuva, e Qüeras,  livros editados e já esgotados pela Editora da Universidade Federal de Santa Catarina.   Leitura obrigatória para quem é lageano ou mora na Serra Catarinense.

domingo, 4 de setembro de 2011

ALFERES JOÃO PIRES DE ARRUDA ERA FILHO OU IRMÃO DE PADRE?

Vejam os dados genealógicos:

Alferes João Pires de Arruda 

Casou-se com a prima Maria Domiciana em 10 agosto 1819 em Sorocaba, SP, Brasil.

Casamento encontrado no Livro n.9 - Cas. Sorocaba Catedral - pág.3 -Test: Revdo José Pires de Arruda e Capt. Joaquim Paes de Campos – Cúria


Capitão José Pires de Arruda casou-se com Izabel Maria de Madureira em 1760 em Sorocaba, SP, Brasil. Eles tiveram os seguintes filhos:




M
i
Tenente Francisco de Paula Leite Penteado nasceu cerca de 1768 e faleceu em 25 setembro 1833.


M
ii
Padre José Pires de Arruda.


M
iii


M
iv
Manoel Arruda.


M
v
Joaquim de Arruda.


F
vi
Gertrudes de Arruda.


F
vii
Maria de Arruda.


F
viii
Anna de Arruda.


F
ix
Francisca de Arruda.


F
x
Izabel de Arruda.


F
xi
Manoela de Arruda.



Fonte: GENEALOGIA ITAPETININGANA

Observa-se que a primeira testemunha de casamento era um Reverendo, seu pai um Capitão  e seu  irmão mais velho um padre homônimo com seu pai, ou seja, José Pires de Arruda.

sábado, 3 de setembro de 2011

FAMÍLIA ARRUDA DE SANGUE AZUL E PELO DURO!

No momento, com ajuda de historiadores e genealogistas, estou fazendo uma pesquisa sobre as Famílias Domingues e Arruda no Estado do Rio Grande do Sul, pois é de lá que partiu em 1834, com tudo que tinha, o patriarca José Domingues de Arruda, possivelmente de Caçapava do Sul  RS para instalar-se definitivamente na Coxilha Rica.

Informações sobre o período anterior à sua partida e se havia e permaneceram lá alguns de seus familiares, como pais e irmãos é que está sendo levantado pelas pessoas e Institutos especializados de lá que foram contactadas. Cabe aqui um elogio aos Rio Grandenses pela disposição em ajudar, pela existência de arquivos históricos do periodo imperial bem conservados e catalogados, contendo fatos e dados que oportunamente serão aqui publicados,  a medida que forem sendo fornecidos pelos pesquisadores citados.

Um dado interessante no Rio Grande é a existência de registros de imóveis pertencentes sobre nobres paulistas da Região de Sorocaba SP e de inúmeros militares, Capitães e Coronéis da Guarda Nacional, que foram agraciados com títulos de nobreza e concessão de sesmarias, algo que pode ser visto em um importante trabalho denominado Genealogia Tropeira, acessível através do Google, e que traz, inclusive muitos dados genealógicos e econômicos dos mais poderosos Coronéis dos primórdios de ocupação da Coxilha Rica, nos Séculos XVIII e XIX.

Com isso, vemos que era nas duas pontas do Corredor das Tropas, Viamão RS e Sorocaba SP, que se concentravam os grandes proprietários de terras do negócio de animais durante o Império. E também a realização de casamentos entre essas Famílias.

Só para exemplificar, João Pires de Arruda, nascido em 25.10.1789,  filho de Inácio Bueno de Arruda, um importante ascendente da Família Arruda paulista, nascido em São Roque SP, casou-se com a viúva Reparata Joaquina de Bittencourt, natural de Caçapava do Sul RS e tiveram 10 filhos. É um dos possíveis ascendentes de nossa família que está sendo pesquisado. Outro é Antônio Domingues de Arruda, que pode ser pai ou irmão de nosso patriarca José (no meu caso "tataravô ou tetravô") e residia em terras limitantes com a Colônia do Barão de São Jacob, atualmente Município de Ibirubá RS.

De concreto e comprovado só mais tarde. Por enquanto apenas uma amostra do quebra-cabeça que é fazer pesquisa histórico-genealógica.  Não é tarefa para "Pelo Duro"! Sim, Pelo Duro que outrora já foi Nobre!