quarta-feira, 10 de agosto de 2011

MANOEL JOAQUIM PINTO DE ARRUDA FILHO - FUNDADOR DE SÃO JOAQUIM


Igreja matriz de São Joaquim

Monumento entalhado em homenagem a Manoel Joaquim Pinto de Arruda Filho em São Joaquim SC
Obra em madeira do finado escultor japonês Élson Outuki


Capitão Carlos Bartholomeu de Arruda Botelho, foi por muito tempo comandante da força armada destacada em Piracicaba, e muito estimado pelo pessoal denominado - gente afamilhada - não sujeito aos severos regulamentos do capitão povoador e que deveria ser tratado por este com "desvelo e sem vexação".
Por vezes o capitão povoador tentou remover Carlos Bartholomeu de Piracicaba, porém os "afamilhados" representavam sempre contra a retirada do capitão-general, afirmando que era o comandante da força a única garantia contra as perversidades do capitão Antonio Corrêa Barbosa. Pediu em 1795, e mandou confirmar em Lisboa, a sesmaria do Bom Fim do Salto.
Casou em 1767 em Itu com Maria de Meira de Siqueira, f.ª do capitão Joaquim de Meira de Siqueira, natural de S. Vicente, e de Maria de Oliveira Cordeiro, de Itu, n. p. de José de Meira Santa Maria e de Margarida Coelho de Siqueira, de S. Vicente, n. m. de José da Veiga da Costa, de Taubaté, e de Maria de Oliveira Cordeiro, de S. Paulo. V. 2.º pág. 304.

O capitão Carlos Bartholomeu faleceu em 1815, em Piracicaba, com 75 anos de idade, e teve de seu consórcio os 4 f.ºs seguintes: 4-1 Tenente-coronel Carlos José Botelho 4-2 Manoel Joaquim Pinto de Arruda 4-3 Maria Francisca de Arruda
4-4 Eugenia Antonia de Arruda Pinto. Teve também, de Maria das Flores de Moraes, os seguintes filhos naturais: Manoela, Maria, Anna, Manoel e Carlos.


Anna Josepha de Sampaio que casou em 1807 em Jundiaí com o capitão Manoel Joaquim Pinto de Arruda, f.º do sargento-mor Carlos Bartholomeu de Arruda Botelho e de Maria de Meira de Siqueira

Construiu-se então a primeira casa, que foi onde nasceu o doutor Joaquim Pinto de Arruda, bisneto de Manoel Joaquim Pinto e primeiro joaquinense a formar-se em medicina. 
Leia mais aqui (procure por Manoel Joaquim Pinto de Arruda): http://buratto.org/paulistana/ABotelhos_4.htm

Colaboração da artista plástica Angelita Wagner: angelitawagner10@gmail.com

Conforme prometi estou enviando tudo que tenho sobre a familia Arruda do meu pai e seus descendentes.

Meu pai Joaquim Pinto de Arruda,  era médico,nasceu em 1905 em São Joaquim e faleceu em 1997, em Florianópolis.Era  filho de Boaventura Lopes Pinto de Arruda e Jovina das Neves Araujo Lima. Casou-se com Juracy Velho Pereira, nascida em São Joaquim, filha de Antonio Pereira e deDulce do Amaral Velho e teve 4 filhos:
a)Rogério Pinto de Arruda, nascido em 4 de dezembro de 1935-médico -faleceu em 1965 de acidente de carro.
b)Maria Aracy Pereira Pinto de Arruda, nasceu em 20 de Dezembro de 1936.  casada com Aldo Berndt,  tem 1 filho Rogerio de Arruda Berndt, nasceu em 23 de outubro de 1965 ,casado com Elisangela Sphor,
c)Angelita Therezinha Arruda, nasceu em 08 de setembro de 1940 casada com Alcione Sell Wagner, tem 3 filhos:
1. Cláudio Arruda Wagner, n. em 20 de março de 1962 em de Lages SC ,casado com Anamaris Pinheiro Rocha
2. Angela Arruda Wagner, n. em Florianópolis,SC 26 de Maio de 1963 casada com Lauro Cesar da Costa
3. Carlos Antonio Arruda Wagner, n. em 12 de junho de 1964 em Lages ,SC casado com Joice Luiza Flores de Matias.
 d)Dulce jovina Pinto De Arruda,n.em 07 de julho de 1948,casada com Lazaro Lauri de Lima.
1 Karina, de Arruda Lima n.em Florianópolis em 06 de janeiro de 1968.Casada com Marcos Silva
2 Rafael de Arruda Lima,nasceu em Florianópolis,em 13 de novembro de 1970 , solteiro .
3.Antonio de Arruda Lima ,n.em Forianópolis em 10 de julho de 1978, casado com Winke(ñ sei o sobrenome)

Uma curiosidade:meu pai Joaquim Pinto de Arruda,nasceu em São Joaquim SC,na rua Manoel Joaquim Pinto,no dia do padroeiro da cidade,na casa de fundação da cidade e seu bisavô,Manoel Joaquim Pinto de Arruda foi quem fundou a cidade de São Joaquim .Por tudo isso levou o nome de Joaquim.
Foi tb o primeiro médico de São Joaquim e tb o primeiro Sanitarista de Sc.Foi tb deputado de 1945 até 1950 representando a cidade de São Joaquim.

Abs
Angelita

Mais detalhes históricos e genealógicos sobre a vida de Manoel Joaquim Pinto de Arruda Filho podem ser vistos no blog da professora, genealogista e pesquisadora joaquinense Ismênia Ribeiro Schneider (menoka@uol.com.br) abaixo:

http://genealogiaserranasc.blogspot.com/2010/10/notas-biograficas-dos-dez-fazendeiros.html

"... Os primeiros documentos encontrados, fazendo referencia ao povoado que hoje é a cidade de São Joaquim, são de 1868 ou 1869. O município denominava-se então, Costa da Serra e, em 28 de janeiro de 1868, nele foi criado um Distrito Policial. Por essa época já era Lages, uma localidade regularmente desenvolvida e o seu município abrangia as terras circunvizinhas, compreendendo as áreas que formam atualmente os Municípios de São Joaquim, Urubici e Bom Retiro. Foi em 1873, no Distrito da Costa da Da Serra que o bandeirante paulista Manoel Joaquim Pinto, fundou a freguesia de São Joaquim de Cruzeiros. .Em 1887, São Joaquim assumiu sua independência, com a instalação do município em 07 de maio daquele ano.

... Pela lei Provincial n° 645 de 02/05/1871, de 1° de Abril de 1873, o distrito policial foi desmembrado da freguesia da Lages,  e instalado no Distrito da Costa da Serra a freguesia de São Joaquim do Cruzeiro. Seu fundador, o Paulista Manoel Joaquim Pinto de Arruda Filho, nasceu por volta de 1808/1809. Destacou-se politicamente nos anos de 1822 e 1824 em Piracicaba, São Paulo. Para fundar São Joaquim, teve a colaboração de vários pioneiros da região. Em 31 de março de 1886 a então freguesia foi elevada a vila, surgindo assim o novo município. Em 16 de janeiro de 1887 realizava-se a primeira eleição a vereador, em sete de maio de 1887 passou à denominação de São Joaquim, com a sua instalação oficial."

Fonte: http://saojoaquimonline.com.br/prefeitura/?p=21

Comentário do blog:

Não há indícios de laços de parentesco entre José Domingues de Arruda, patriarca da Família Arruda, estabelecido na Coxilha Rica em 1834, e Manoel Joaquim Pinto de Arruda Filho, fundador de São Joaquim.

Convém não confundir Manoel Joaquim Pinto de Arruda Filho com seu pai, casado com Anna Josepha de Sampaio em 1807. Manoel Filho teria nascido no ano seguinte e não há referências sobre o ano em que se estabeleceu na Serra Catarinense.   

Quem tiver alguma informação a respeito dessas dúvidas, favor elucidá-las. Serão muito bem vindas! 




    

terça-feira, 9 de agosto de 2011

OBJETIVOS DESTE BLOG

Origem e Localização da Família Arruda 


Vista  de Arruda dos Vinhos - Portugal (ao lado)

Foi nessa pequena cidade na Fronteira Portugal-Espanha que teve origem a numerosa Família Arruda, agora dispersa pelo Mundo. No Brasil há duas grandes concentrações de nossos familiares, todos eles originários no mesmo tronco genealógico:  no Nordeste e na Serra Catarinense.

Este blog não pretende enfocar detalhes genealógicos. Pretende apenas mostrar as fotos e  os retratos de parede mais antigos que descendentes e colaboradores possam enviar, para publicação neste espaço. O ideal é que, além  da imagem, o remetente envie alguma informação adicional sobre a pessoa, como por exemplo, data ou época do seu nascimento, nome do/a esposo/a , seus ascendentes (pais, avós,...) e, se assim o desejar, a quantidade de filhos e os nomes deles.

Aqui na Serra Catarinense a Família Arruda é uma das mais tradicionais e numerosas. Pretende-se ilustrar no blog um horizonte temporal de 200 anos, ou seja, umas sete gerações, iniciando antes da época que delimita o êxodo do patriarca José Domingues de Arruda com toda sua família, gado e pertences de Sapucaia RS para a Coxilha Rica, em Lages SC, por conta das primeiras discórdias riograndenses entre imperiais e republicanos, que haveria mais tarde de deflagar a Revolução Farroupilha.

Com a criação e venda de gado bovino e charque, os Arrudas tornaram-se uma das mais ricas famílias de Lages. Um dos nossos antepassados, José Maria Domingues de Arruda, conhecido por Coronel dos Coronéis, foi um dos maiores patrocinadores individuais da construção da Catedral Diocesana de Lages, só para citar um exemplo. Em toda a Coxilha Rica foram construídas inúmeras fazendas para os descendentes dos pioneiros, terras que mais tarde foram vendidas para o italiano Tito Bianchini e para alguns Coronéis da Família Ramos que passaram a residir na Coxilha. Uma das fazendas que abrigaram, no meu caso específico, várias gerações de antepassados foi a Fazenda Cajurú, uma das mais próximas de Lages. Lá nasceram minha avó materna, Bernardina Borges de Arruda, meus bisavôs, tataravôs, etc., até chegar no patriarca José Domingues de Arruda, nascido a seis gerações ascendentes antes de mim, lá em Sapucaia RS, próspera terra gaúcha que os acolheu após a chegada de Portugal.

Sobre alguma ramificação remanescente no Rio Grande do Sul não tenho informação alguma, pois José Domingues de Arruda, em companhia de dois outros fazendeiros, um da  Família Ribeiro e outro da Família Camargo, teriam colocado todo seu imenso rebanho de animais no Corredor das Tropas rumo ao Norte, cruzado o Passo de Santa Vitória e se estabelecido nos verdes campos da inigualável Coxilha Rica, comprando imensas áreas de terra com negócios de gado bovino, equino, muar, caprino, suino, vivo ou morto em forma de charque. José Domingues foi uma espécie de Abraão, proporcionalmente, em termos de riqueza, prosperidade e incontável descendência na Serra Catarinense. Paro por aqui. Maiores detalhes serão contados em livro de uma historiadora e genealogista da própria família no momento oportuno. Eu sou apenas um curioso blogueiro e escritor integrante dessa robusta árvore genealógica, a Família Arruda dos verdes campos de Santa Catarina.

Convém aqui citar que, pela amizade, vizinhança e afinidades econômico-financeiras, houveram muitos casamentos com pessoas das Famílias Vieira, Borges e Ramos nas gerações mais recentes, durante a segunda metade do Seculo XIX e todo o Seculo XX. Com uma prole numerosa, era um hábito na Família Arruda homenagear os irmãos entre si, dando o mesmo nome aos seus filhos. Assim, só para ilustrar, houveram sucessivamente 4 pessoas com o nome de Henriqueta. A primeira, Henriqueta Maria Vieira era nora do patriarca José Domingues de Arruda e filha do Coronel Leandro Luiz Vieira, nome destacado na História da Coxilha Rica como comandante de importante piquete revolucionário farroupilha.

Por fim, fica o registro de diversas batalhas farroupilhas, ora como republicanos, ora como imperiais, pois Lages, apesar de ter sido a Primeira República Catarinense, tendo recebido Giuseppe e Anita Garibaldi com honras e festas, logo sucumbiu aos ataques federais e novamente o Casal Garibaldi, quase ao final da Guerra, retornam à cidade com destino à Curitibanos, onde travariam a última inglória e definitiva batalha no Capão da Mortandade,  no Marimbas. Aqui não tiveram o mesmo apoio da primeira vez e viajaram como fugitivos de volta ao Rio Grande do Sul, ele ferido, primeiro e ela grávida, depois de fugir dos imperiais. Por isso, a meu ver, ao casarem no Uruguai ela preferiu declarar sua naturalidade como Laguna por ter vergonha de ser lageana, algo que nossos nobres historiadores preferem não pesquisar a fundo ao tentar provar sua real data e local e nascimento.

Colabore com este blog.É um espaço bem democrático onde toda colaboração para enriquecê-lo com imagens e histórias da Família Arruda é bem vinda.

O material escrito pode ser enviado para o e-mail zecarruda@yahoo.com.br, e as fotos e retratos também, de preferência em alta resolução (JPG).

José Carlos Arruda de Sousa
Criador e Moderador do Blog 

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

O LOBO GUARÁ DO CAJURÚ

LOBO GUARÁ - ANIMAL EM EXTINÇÃO

FRENTE DA FAZENDA CAJURÚ - FUNDADA EM 1865

PORTAL DA FAZENDA CAJURÚ - FUNDADA EM 1865
 
BERNARDINA (FILHA) E JACIRA (NETA) DO BERNARDO, NASCIDAS NA FAZENDA ACIMA

NETAS DO BERNARDO, JACIRA (FILHA DA BERNARDINA) E MARIA  (FILHA DA HENRIQUETA) EM 1944



FILHAS BERNARDINA E EDÍLIA (TIA BEIJA) E ALGUMAS NETAS DE BERNARDO E ERNESTINA EM UM PICNIC NO BAIRRO POPULAR EM LAGES NOS ANOS 60
BISNETO E TRINETOS DO BERNARDO

IRMÃOS/ÃS DO BERNARDO:  DA ESQUERDA PARA A DIREITA NECO E POLICARPO
SENTADAS DA ESQUERDA PARA A DIREITA; AGOSTINHA, HENRIQUETA, CLARA E BERNARDINA 




ERNESTINA RIBEIRO BORGES - SEGUNDA ESPOSA DE BERNARDO DOMINGUES DE ARRUDA




O Juiz de Direito, Dr. Wilson Vidal Antunes Sênior, intimou Bernando Domingues de Arruda a comparecer em Audiência no Forum Nereu Ramos, para fins de elucidar sua paternidade de uma criança, filha de um capataz da Fazenda Cajurú, de sua propriedade: 

Disse o Juiz: - Senhor Bernardo, um homem de carater e com essa idade como teve coragem de se aproveitar dessa pobre menina lá da sua Fazenda?

De imediato veio a resposta: - Seu Juíz, pois acabei fazendo como um lobo guará: quando bate a fome é capaz de comer qualquer coisa que apareça pela frente.

Colaboração de Carlos Alberto Arruda, O Maxixe, neto do Bernardo.


-ooo-

O pai de Bernardo, João Domingues de Arruda (que não nasceu em Lages) é irmão do Tenente-Coronel Jose Maria Domingues de Arruda (que é nascido em Lages). Como o João Domingues de Arruda era casado com Henriqueta Maria Vieira ai está explicada a razão de tantas Henriquetas na família, pois é homenagem à ancestral, mãe de Bernardo!

Quanto ao Bernardo Domingues de Arruda, ando "sofrendo" com ele! É que me aparece um registro de ter sido casado com Maria Ignácia dos Prazeres Ribeiro, casal este pai de pelo menos uma filha, Agostinha, nascida em 1895. Teria sido casado duas vezes? No inventário de seu pai, João Domingues de Arruda, Bernardo Domingos de Arruda consta como tendo 42 anos, sem constar que estivesse casado naquela ocasião, ou ao menos não vem citado o nome de nenhuma esposa (1902).

Seguem os irmãos de Bernardo:

1 - José Domingues de Arruda, casado com Hermelinda Vieira de Arruda.

2 - Maria Domingues de Arruda, casada com João Madruga de Córdova.

3  -  Olivério Domingues de Arruda, casado com Amélia Vieira.

4 - Bernardo Domingues de Arruda, o próprio, conforme a Certidão que você apresenta, casou com Ernestina Ribeiro Borges e, talvez antes, também com Maria Ignacia dos Prazeres Ribeiro.

5 - Prudência Domingues de Arruda, casada com João Pereira de Camargo.

6 - Domingos Honorato de Arruda, casado com Maria Antonia de Araujo.

7 - Joaquina Domingues de Arruda, casada com Antônio Domingues Vieira.

8 - Manoel Domingues Vieira de Arruda, casado com Hercilia Lopes de Haro Sanford.

9 - Policarpo Domingues de Arruda, casado com Carolina Vieira Ramos.

10 - Clara Domingues de Arruda, casada com Jose Antonio de Souza.

11 - Bernardina Domingues de Arruda, casada com Antônio Gonçalves de Araújo.

12 - Hermilino Engrácio de Arruda, casado com Josefina Vieira (são os ancestrais do Mario Arruda do Barbicacho Colorado).

13 - João Francisco de Arruda casado com Maria Castro.

Bernardo teve dois casamentos oficiais e, pelo menos e extra-oficialmente, mais de 20 filhos. Todos os 14 filhos registrados dos 2 casamentos oficiais já são falecidos. Acerca dos demais existe uma pesquisa em andamento pela Genealogista Tânia, abaixo, inclusive sobre a possibilidade de serem encontrados com vida.

Quem conhecer alguma pessoa na Serra Catarinense, cujo pai seja Bernardo Domingues de Arruda, do Cajurú, gentileza contactar com este blogueiro através do e-mail zecarruda@zecarruda.com.br. Seus últimos anos de vida, juntamente com a esposa Ernestina, residiu em Lages e estão sepultados no Cemitério Cruz das Almas. 


Colaboração de Zé Salamargo - Bisneto do Bernardo  

Bernardo Domingos de Arruda (da parte de seu casamento com Maria Ignacia dos Prazeres).

O casamento foi realizado na Catedral de Lages no dias 06/09/1885 (LC17 fls 45v a 46):

Bernardo Domingues de Arruda natural de Lages, 23 anos, filho de João Domingues de Arruda e de sua mulher Henriqueta Maria Vieira casou com Maria Ignacia dos Prazeres, natural de Lages, 16 anos, filha de Antonio da Silva Ribeiro e sua mulher Maria Ignacia de Souza. Foram Testemunhas: Antonio Palhano de Jesus e Catholico da Silva Furtado.

Maria Ignacia dos Prazeres era filha única de Maria Ignacia de Souza (também conhecida como Maria Ignacia Palhano por ser filha de Manoel Palhano de Jesus e de sua mulher Constancia Maria de Souza).

Maria Ignacia Palhano (sogra de Bernardo) faleceu em 27/12/1920 no Quarteirão do Lavatudo,conforme declarado ao Cartório Civil de São Joaquim. Estava com 95 anos +_, viúva de Antonio da Silva Ribeiro e deixara apenas uma filha:

Maria dos Prazeres Ribeiro (que era a esposa de Bernardo) também já falecida e esta deixara 4 filhas:

1- Maria Virgem Palhano de Arruda
2- Umbilina Palhano de Arruda
3 - Constancia Palhano de Arruda
4 - Augusta Palhano de Arruda

Em 17/12/1920 todas as 4 filhas de Bernardo e Maria Ignacia estavam casadas e estamos com pendências de pesquisa destes casamentos. No momento só localizamos o da filha Umbelina (também citada como Abelina):

Abelina Palhano de Arruda casou com 15 anos de Idade com seu primo Antonio Ribeiro de Mendonça de 28 anos filho de Firmino José de Mendonça e Anna Maria Ribeiro. O casamento foi realizado em São Joaquim dia 30/06/1903

Colaboração: Tânia Arruda Kotchergenko - Genealogista e Historiadora





FILHOS E FILHAS DE BERNARDO DOMINGUES DE ARRUDA E ERNESTINA RIBEIRO BORGES

Alcides - Carpinteiro, residente em Lages, construiu a residência da irmã Bernardina e da sobrinha Jacira, genitora deste blogueiro,na década de 1950 no Bairro Popular. Alcides, inicialmente uma pessoa de comportamento normal, no final de vida  adquiriu hábitos místicos, passando longos períodos no mato, à procura de tesouros escondidos, principalmente no Morro do Prudente, até que foi acometido de doenças pulmonares e esquizofrenia. Sua história é uma daquelas que inspirou o documentário especial Mistérios da Serra, da RBSTV, produzido pelo cineasta lageano Fernando Leão e transmitido no programa Santa Catarina em Cena em agosto/2010.

Sebastião - Zelador Escolar, fui funcionário público estadual desde a construção da Escola Básica Belisário Ramos, onde passou a residir em duas salas de aula, até seu falecimento na década de 1970. Aquele pinheiro existente nos fundos da escola foi plantado por ele. Morreu jovem.

Mário - Policial Militar, residiu muitos anos em Florianópólis. Muito divertido, mesmo serrano adquiriu aquele sotaque açoriano por haver casado com uma moça da Ilha, motivo de chacota entre a irmandade. 

Hilário - Agropecuarista, residia próximo à antena da RBS, nas Bandeirinhas, atualmente Município de Correia Pinto, a exemplo do pai Bernando, teve uma grande prole.

João - Funcionário Público Federal, o filho mais novo, prestou serviços de cozinheiro ao Segundo Batalhão Rodoviário e ao antigo DNER, atual DNIT. Também teve uma grande prole. É o pai do folclórico Maxixe da AVEP. Entre os 10 irmãos aqui citados foi a último a falecer. Em Florianópolis.

Tida - Foi esposa do Mundinho Rafaelli e mãe do Lalu, dois dos maiores fazendeiros dos campos da região de Águas Sulfurosas em Correia Pinto, onde atualmente está sendo construído o Aeroporto Federal do Planalto e parte da Fazenda São Jorge, de sua propriedade, foi desapropriada pelo Incra para implantação do Assentamento Pátria Livre do MST, polêmica ocupação de terras particulares de 17 herdeiros de Tida e Mundinho. 

Beja - Edília Vieira Ramos, foi esposa de Belisário da Silva Ramos, com quem teve 4 filhas (Zara, Cida, Vera e Lita) e dois filhos (Ernani e Renato e, em segundo casamento com José Fernandes mais 1 filho (Breno) e 1 filha (Jussara). Foi moradora dos Bairros Copacabana e Bela Vista  e é uma das irmãs que  alcançou idade de mais de 80 anos (vide último parágrafo abaixo). As irmãs Beja e Bernardina foram muito amigas durante toda a vida, estão na foto acima (de pé, primeira e quarta da esquerda para a direita) e sepultadas no mesmo jazigo no Cemitério Cruz das Almas.  

Carmen - Maria do Carmo, teve 1 filho, Cesário e 2 filhas, Vanda e Daura. Residiu nos Bairros Coral e Sagrado Coração de Jesus e nos últimos anos de vida com a filha Daura em Balneário Camboriú. Um de seus netos é o Engenheiro Agrônomo da Fatma e Professor da Uniplac, Luiz Muniz de Arruda,

Bernardina - Moradora da Fazenda Cajurú e do Bairro Popular em Lages, teve só uma filha, a Jacira. Foi casada com o fazendeiro coxilhim Luciano Wolff enquanto lá residiu. Jacira é filha dela João Ribeiro Pires, morador de Curitibanos. É a avó do criador deste blog. 

Henriqueta - Casada com Osório Lins, teve uma das maiores proles entre sua irmandade. É a sogra do jornalista Névio Santana Fernandes do Correio Lageano. 

Estes são os filhos de Bernardo conhecidos do bisneto escritor e blogueiro José Carlos, o Zé Salamargo.  Duas características marcantes comuns entre esses descendentes do Lobo Guará do Cajurú: o bom humor e os problemas cardíacos, a hipertensão arterial que abreviou a existência da maioria deles com pouco mais de 50 anos de vida.

Os dados pessoais estão incompletos, pois ainda não foram contactados seus descendentes.  Será uma árdua tarefa levantar dados dos demais irmãos (pelo menos uns 10),  pois esse trabalho nunca foi feito antes. Exceto é claro, as pesquisas da genealogista Tânia Arruda Kotchergenko, filha de Zélia Vieira de Arruda, que sempre devotou importância pelos laços familiares da numerosa Família Arruda da Serra Catarinense. De Tânia é aguardada a publicação de 3 livros que haverão de revolucionar os conceitos históricos e genealógicos estabelecidos, um trabalho metódico e científico bem mais abrangente que este blog, apenas um pontapé inicial no resgate da importância familiar na História de Lages.