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sábado, 22 de outubro de 2011

CORREIA PINTO NÃO VEIO SÓ PARA FUNDAR LAGES



Conselheiro Mafra, juntou ao processo judicial de questão de limites entre Santa Catarina e Paraná, durante a Guerra do Contestado, a seguinte relação de pioneiros na Fundação de Lages", na região denominada "Sertão de Curitiba", cujo limite Norte ficava na atual cidade de Lapa, no Paraná, toda uma extensa região serrana, conhecida desde 1766 como  Distrito dos Campos de Cima da Serra (Região de São Joaquim), Vacaria e Lages.
  
"Em Lages somavam-se 82 pessoas, que moravam em 16 fazendas, onde moravam os seguintes fazendeiros:

>Feliz José Pereira (com 20 pessoas)
>Joaquim José Pereira (com 4 pessoas)
>José Raposo Pires (com 5 pessoas)
>Antônio Correia Pinto de Macedo (com 10 pessoas) - Capitão Mor
>João Antunes Pinto (com 2 pessoas)
>Antônio Gonçalves Padilha (com 5 pessoas)
>Francisco José (com 3 pessoas)
>Simão Barbosa Franco (com 2 pessoas)
>Manoel Barbosa Franco (com 3 pessoas)
>Bento Soares da Motta (com 3 pessoas)
>Bento do Amaral Gurgel (com 3 pessoas)
>Antônio Marques de Arzão (com 2 pessoas)
>Manoel da Silva Ribeiro (com 7 pessoas)
>José Bezerra do Amaral Gurgel (com e pessoas)
>Bento Soares da Motta (com 5 pessoas)."

Walter Dachs,  o maior pesquisador histórico-genealógico que aqui residiu por alguns anos, escreveu uma coletânea de artigos para o Jornal Guia Serrano, de 1960 a 1964, com base em dados coletados na Genealogia Paulista, de Silva Leme, no Censo das Ordenanças da Vila de Lages (recenceamento do período de 1777 a 1794), nos registros da Paróquia Nossa Senhora dos Prazeres (período de 1767 a 1818) e assim resume a origem de nossos primeiros habitantes de origem lusitana:

".... Há várias referências sobre moradores de Lages da segunda metade do Século XVIII que teriam casado com mulheres nascidas em Curitiba. Também é constante o elemento vindo de Portugal. Os primeiros povoadores que emigram de São Paulo, descendem dos Taques, Lara, Leme, Godoi, Proença, Pires, Almeida, Gois, Arruda e outros, estabelecidos em São Paulo ao tempo da Capitania de São Vicente, nos séculos XVI e XVII." Destas Famílias identifico em minha ascendência materna de origem as assinaturas Pires e Arruda.  

O Capitão Mor  Antônio Correia Pinto de Macedo, rude e encrenqueiro, casado sem filhos com Maria Antônia de Jesus, faleceu em 1786 e em seu lugar assumiu o Capitão Mor Regente Bento do Amaral Gurgel Annes, um dos pioneiros presentes ao ato de fundação de Lages.

Fonte: Genealogia Tropeira, Volume II, organizada por Cláudio Nunes Pereira. 2008. Páginas 73 em diante.
http://sites.google.com/site/valdeneisilveira/genealogiatropeira



domingo, 11 de setembro de 2011

POVOAMENTO DE LAGES.

RUINAS DA PRIMEIRA FUNDAÇÃO DE LAGES NO CAJURÚ




RUINAS DA PRIMEIRA VILA MILITAR NO PASSO SANTA VITÓRIA


DISTRITO DE CIMA DA SERRA, VACARIA E LAGES, EM 1766

Famílias que constam da "Relação do Número de Pessoas que há no Distrito
de Cima da Serra, Vacaria e Lages, em 1766", conforme documento juntado por
Conselheiro Mafra ao Processo Judicial da questão de limites com o Estado do
Paraná (Transcrito de: Histórico da Cidade de São Joaquim, Maria Batista Marcolini)

Em Lages somavam-se 82 pessoas, que moravam em 16 fazendas dos seguintes fazendeiros:


>Feliz José Pereira (com 20 pessoas)
>Joaquim José Pereira (com 4 pessoas)
>José Raposo Pires (com 5 pessoas)
>Antônio Correia Pinto (com 10 pessoas)
>João Antunes Pinto (com 2 pessoas)
>Antônio Gonçalves Padilha (com 5 pessoas)
>Francisco José (com 3 pessoas)
>Simão Barbosa (com 2 pessoas)
>Manoel Barbosa (com 3 pessoas)
>Bento Soares da Motta (com 3 pessoas)
>Bento do Amaral Gurgel (com 3 pessoas)
>Antônio Marques de Arzão (com 2 pessoas)
>Manoel da Silva Ribeiro (com 7 pessoas)
>José Bezerra do Amaral Gurgel (com e pessoas)
>Bento Soares da Motta (com 5 pessoas)

Fonte: Genealogia Tropeira - Volume II - Organizada por Cláudio Nunes Pereira - 2008

Comentário do blogueiro:
Como se vê acima, entre os pioneiros havia Manoel da Silva Ribeiro (com 7 pessoas). José Domingues de Arruda - patriarca da Família Arruda na Serra Catarinense -migrou do RGS para a Coxilha Rica, em 1834, acompanhado por dois amigos, um da Família Ribeiro e outro da Família Camargo.  Disso se depreende que a Família Ribeiro, pioneira em Lages, é uma das mais numerosas na Região Serrana. 
Em minha Árvore Genealógica encontro na ascendência o avô materno João Pires Ribeiro, natural de Curitibanos, a bisavó paterna Maria Cândida Ribeiro, a bisavó materna Ernestina Ribeiro Borges de Arruda, o trisavô materno Emílio Vicente Ribeiro,  o tetravô Cândido Vicente Ribeiro e o pentavô Antônio Ribeiro da Paixão, todos naturais de Lages - exceto o avô João Pires Ribeiro e sua mãe Maria Cândida Ribeiro – e todos eram moradores da Coxilha Rica. Naquele tempo de povoamento da Serra, sob o comando de Antônio Correia Pinto de Macedo e conforme a relação acima, o território de Curitibanos pertencia a Lages. Curitibanos só veio a se emancipar em 11.06.1869.  

Da mesma forma, encontro na lista dos pioneiros o fazendeiro José Raposo Pires (com 5 pessoas). Em breve tentarei estabelecer se há uma provável ascendência dele em relação a meu avô João Pires Ribeiro. É possível que a Fazenda de José Raposo fosse na região do Trevo das BRs 116/470, no histórico Caraguatá da Guerra do Contestado, na atual Serra dos Pires em Curitibanos,  mais as localidades de Águas Pretas e Barra Verde em Ponte Alta, ou seja, uma área de terras muito extensa.   

Considerando haver José Raposo Pires e Manoel da Silva Ribeiro na lista de pioneiros, presumo que, ao definir minha ascendência na Serra Catarinense, vou descobrir mais casamentos com a Família Arruda, objeto deste blog.  Afinal, descobrir a parentela é, em termos matemáticos, fazer uma conta de progressão geométrica.