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sábado, 25 de fevereiro de 2012

IMPORTANTES FONTES DE PESQUISA HISTÓRICO-GENEALÓGICAS

Eis algumas obras disponíveis na Rede para pessoas que tem interesse em conhecer as principais famílias que fizeram o povoamento do Sul do Brasil num horizonte de cerca de 300 anos:

GENEALOGIA TROPEIRA - Coletânea de Livros organizada por Cláudio Nunes Pereira em 2006, é uma espécie de mini enciclopédia em vários volumes, atualizada de forma permanente por historiadores e genealogistas, profissionais e amadores da atualidade. Abrange uma vasta área territorial do Sul do Brasil, mormente aquela povoada a partir da construção do histórico Corredor das Tropas, que unia Sorocaba SP e Viamão RS, passando por inúmeras cidades e povoados das Serras Gaúchas, Catarinenses, Paranaenses e Paulistas.

WALTER DACHS - A relação dos artigos publicados no jornal Guia Serrano podem ser vistos no blog Lages Histórica (http://lageshistorica.blogspot.com/2008/12/histrico-da-vila-de-nossa-senhora-dos_14.html) da pesquisadora e genealogista lageana Tânia Arruda Kotchergenko,  que muito tem contribuido cientificamente com este blog amador da Família Arruda.


Professor Walter Dachs
   
MOACYR DOMINGUES - É um autor famoso do Rio Grande do Sul que focou seus estudos histórico-genealógicos principalmente na Colônia de Sacramento (http://www.estantevirtual.com.br/qau/moacyr-domingues).  

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

POVOADORES DO SERTÃO DE CURITIBA (LAGES)

Os primeiros povoadores da vila de Nossa Senhora dos Prazeres das Lagens teriam vindo de São Paulo com o seu fundador, o capitão-mor regente Antônio Corrêa Pinto ou chegaram logo depois com suas famílias, passando a constituir novos núcleos familiares. Alguns já conheciam a região, como o capitão-mor regente do Sertão de Curitiba ou já estavam estabelecidos no local. Dos que estão citados nas atas da Câmara de Lages e outros que assinaram suas vereanças, DACHS procurou levantar as biografias e referências genealógicas, as quais ele publicou no Guia Serrano, de Lages, à semelhança do que realizou Moacyr DOMINGUES, no Rio Grande do Sul, quando escreveu no Diário Serrano de Cruz Alta, sobre os primeiros povoadores dessa região serrana do Planalto Médio.

Walter DACHS, consultando os registros da Câmara de Lages, informa que de 13 a 14 moradores, seu número cresceu para 100 fogos, na época do Morgado de Mateus, porque, para incentivar o povoamento, ele concedia indultos a quem fosse se estabelecer "neste sertão", além de não cobrar os quintos sobre os animais negociados. Porém, quando Lobo de Saldanha assumiu o governo da Capitania, houve execuções de processos e passou a ser cobrado o imposto sobre os animais. Despovoou-se a vila, sendo que em 1781, 45 famílias retiraram-se para o Viamão e para Curitiba, existindo só 35 fogos.

O temperamento violento do capitão-mor Antônio Corrêa Pinto também teria concorrido para esse despovoamento, depois de suas brigas com os camaristas. Em 1786, estando em São Paulo para tratamento de saúde, moravam na vila somente seu substituto, Bento do Amaral Gurgel, o reverendo vigário e o escrivão da Câmara, expostos aos ataques dos bugres.

Fonte: Genealogia Tropeira


Comentário:

O Professor Walter Dachs, no jornal Guia Serrano de Lages, e Moacyr Domingues, no jornal Diário Serrano de Cruz Alta, foram importantes pesquisadores históricos e genealógicos das Serras Catarinense e Gaúcha que  tiveram a fundamental iniciativa de popularizar o resultado de suas pesquisas por meio de periódicos regionais. Os escritos de ambos tem sido permanente fonte de consulta para as pessoas interessadas em saber os dados de suas ancestralidades, nos primórdios do povoamento serrano de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul.

Dachs, pesquisador da Guerra do Contestado, foi homenageado em Lages com nome de rua central próxima ao Colégio Santa Rosa. Moacyr Domingues tem ligação familiar, mesmo distante, com a Família Arruda da Serra Catarinense, pois José Domingues de Arruda, o pioneiro povoador, veio para a Coxilha Rica oriundo da região de Caçapava do Sul RS, território englobado no mapa de pesquisas de Moacyr.




sábado, 22 de outubro de 2011

CORREIA PINTO NÃO VEIO SÓ PARA FUNDAR LAGES



Conselheiro Mafra, juntou ao processo judicial de questão de limites entre Santa Catarina e Paraná, durante a Guerra do Contestado, a seguinte relação de pioneiros na Fundação de Lages", na região denominada "Sertão de Curitiba", cujo limite Norte ficava na atual cidade de Lapa, no Paraná, toda uma extensa região serrana, conhecida desde 1766 como  Distrito dos Campos de Cima da Serra (Região de São Joaquim), Vacaria e Lages.
  
"Em Lages somavam-se 82 pessoas, que moravam em 16 fazendas, onde moravam os seguintes fazendeiros:

>Feliz José Pereira (com 20 pessoas)
>Joaquim José Pereira (com 4 pessoas)
>José Raposo Pires (com 5 pessoas)
>Antônio Correia Pinto de Macedo (com 10 pessoas) - Capitão Mor
>João Antunes Pinto (com 2 pessoas)
>Antônio Gonçalves Padilha (com 5 pessoas)
>Francisco José (com 3 pessoas)
>Simão Barbosa Franco (com 2 pessoas)
>Manoel Barbosa Franco (com 3 pessoas)
>Bento Soares da Motta (com 3 pessoas)
>Bento do Amaral Gurgel (com 3 pessoas)
>Antônio Marques de Arzão (com 2 pessoas)
>Manoel da Silva Ribeiro (com 7 pessoas)
>José Bezerra do Amaral Gurgel (com e pessoas)
>Bento Soares da Motta (com 5 pessoas)."

Walter Dachs,  o maior pesquisador histórico-genealógico que aqui residiu por alguns anos, escreveu uma coletânea de artigos para o Jornal Guia Serrano, de 1960 a 1964, com base em dados coletados na Genealogia Paulista, de Silva Leme, no Censo das Ordenanças da Vila de Lages (recenceamento do período de 1777 a 1794), nos registros da Paróquia Nossa Senhora dos Prazeres (período de 1767 a 1818) e assim resume a origem de nossos primeiros habitantes de origem lusitana:

".... Há várias referências sobre moradores de Lages da segunda metade do Século XVIII que teriam casado com mulheres nascidas em Curitiba. Também é constante o elemento vindo de Portugal. Os primeiros povoadores que emigram de São Paulo, descendem dos Taques, Lara, Leme, Godoi, Proença, Pires, Almeida, Gois, Arruda e outros, estabelecidos em São Paulo ao tempo da Capitania de São Vicente, nos séculos XVI e XVII." Destas Famílias identifico em minha ascendência materna de origem as assinaturas Pires e Arruda.  

O Capitão Mor  Antônio Correia Pinto de Macedo, rude e encrenqueiro, casado sem filhos com Maria Antônia de Jesus, faleceu em 1786 e em seu lugar assumiu o Capitão Mor Regente Bento do Amaral Gurgel Annes, um dos pioneiros presentes ao ato de fundação de Lages.

Fonte: Genealogia Tropeira, Volume II, organizada por Cláudio Nunes Pereira. 2008. Páginas 73 em diante.
http://sites.google.com/site/valdeneisilveira/genealogiatropeira



sexta-feira, 12 de agosto de 2011

A HISTÓRIA QUE SE DESCONHECE


LAGES ANTIGA 


TÂNIA ARRUDA KOTCHERGENKO - BLOG http://lageshistorica.blogspot.com/

Há cinco anos, ao pesquisar a origem de sua própria família, Tânia Arruda Kotchergenko descobriu registros históricos importantíssimos sobre a origem de Lages. São informações documentais que remontam décadas anteriores à fundação da Vila de Nossa Senhora dos Prazeres das Lagens. O achado histórico fará parte de dois livros e mudará a noção que se tem da história lageana.

              Dedicada pesquisa em arquivos de mu­seus e cartórios, em Lages, Curitiba, São Paulo e Porto Alegre, além de es­tudo de antigos autores que se debru­çaram sobre as origens de Lages e de  seu povo, resultaram no descobrimento de informações que mudarão para sempre a noção que se tinha até então de muitos históricos.

Tudo começou quando Tânia Kotchergenko,­ nascida em Lages em 1959, ao elaborar a árvore genealógica de sua família e chegar ao bisavô, José Domingos de Arruda, deparou-se com fa­tos incomuns à história até então conhecida e difundida. O ancestral chegara a Lages em 1833, época em que já havia sido criada a Capitania de Santa Catarina - desmembrada de São Paulo. "José Domingos de Arruda chegou com muito dinheiro e muitas cabeças de gado, e era preci­so saber o que se passava na época. O que o in­fluenciou a vir para cá", comenta a pesquisadora e genealogista.

"Genealogia não é apenas o levantamento de nomes e datas. É também o contexto históri­co. Portanto, a árvore genealógica leva necessa­riamente aos acontecimentos de época", explica. Assim, a pesquisadora chegou à série de 168 artigos de Walter Dachs publicados no jor­nal "Guia Serrano" de 1960 a 1964, ininterrupta­mente, sob o título "Histórico da Vila de Nossa Senhora dos Prazeres das Lagens". O primeiro deles, com subtítulo "A origem do nome de La­ges", é datado de 30 de abril - edição número 2124 do jornal.

História passada a limpo           

Segundo Tânia, Dachs foi o primeiro histo­riador residente em Lages. Porém, antes dele, em 1909, o paraense Romário Martins havia es­crito 'Fundação de Lages, até 1823. Argumentos e Documentos. O historiador e jornalista Licurgo Costa, autor de 'O Continente das Lagens' (quatro volumes), pesquisou muito os escritos de - Dachs e Romário. Posso afirmar que 70% do que foi escrito nesse livro tem como fonte os artigos de Dachs", afirma.

"Como jornalista, Licurgo teve a iniciativa de compilar isso de uma forma que pudesse ser a­presentado e usufruído pela comunidade. E tem ainda parte de criação própria desse profissio­nal que acrescenta a história pós - Dachs até a época atual", avalia.

A pesquisadora lageana conta que desco­briu o livro de Romário, através da Internet, em São Paulo. Um primo dela que é historiador dis­ponibilizou as informações históricas para que pudesse trabalhar. Isso ocorreu graças a uma rede de contatos que reúne amigos genealogis­tas.

Lages como centro estratégico

Tânia considera Walter Dachs e Romário Martins como sendo os principais historiadores de Lages, embora as obras deles não tenham ti­do até hoje a devida valorização. "Quem domina a política, invariavelmente passa a influenciar na produção e divulgação dos fatos históricos e educacionais", comenta a pesquisadora.

Tânia diz que tanto Romário Martins quanto o político Conselheiro Mafra produziram infor­mações "fora de série sobre Lages". Isso ocorreu em torno das teses de sustentação e defesa dos limites territoriais de Paraná e Santa Catarina, durante o Contestado. Romário' defendia o Esta­do do Paraná e Mafra argumentava a favor de Santa Catarina. Mafra teria ido até Portugal no acervo do Porto, buscar subsídios (provas docu­mentais) em favor de Se. Lages foi o foco da defesa para se ganhar o território contestado. Alegava-se sempre que La­ges pertencia a Santa Catarina. Aquele litígio te­ria contribuído sobremaneira para o conheci­mento da história de Lages.

Segundo Tânia, com a morte de Walter Da­chs, em 1964, a pesquisa histórica sobre Lages foi interrompida. Apenas ele pesquisava, na épo­ca. "Estamos em busca de informações precisas sobre esse historiador. Sabe-se apenas que ti­nha como fonte de pesquisa os arquivos da Igreja.

Fonte: Entrevista de Tânia concedida à Revista Visão do Gugu Garcia