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quinta-feira, 8 de setembro de 2011

ASPECTOS HISTÓRICOS, GEOGRÁFICOS E ECONÔMICOS DA COXILHA RICA



POR DO SOL NA COXILHA RICA
 A região denominada Coxilha Rica fica na zona rural do município brasileiro de Lages, o maior em extensão do Estado de Santa Catarina. A Coxilha Rica possui cerca de 100 quilômetros de extensão na serra catarinense. É uma grande planície localizada a mais de mil metros acima do nível do mar. A vegetação predominante são as gramíneas e, onde ocorrem remanescentes de florestas, a araucária. O nome (Coxilha) dá-se ao fato de a região ser formada por uma planície ondulada a perder de vista.

As propriedades localizadas na Coxilha Rica são principalmente fazendas destinadas à criação de gado utilizando-se da pastagem natural. A principal atividade econômica desenvolvida na Coxilha Rica é portanto a pecuária. Há séculos cria-se gado na região, que concentra a maior variedade de raças bovinas de corte do Brasil.

Os principais rios que por lá correm são: Pelotas, Pelotinhas, Penteado, o Lageado Bonito e o rio Lava-Tudo. O solo da Coxilha Rica é pouco profundo, pedregoso, não muito fértil e coberto de gramíneas, que no inverno secam com a geada e com o forte vento minuano vindo do Sul. Uma das primeiras vias terrestres de ligação entre o Sul e o Sudeste do Brasil, o Caminho das Tropas, traçado no século XVIII, passava pela Coxilha Rica.

A Coxilha Rica é famosa por sua beleza e exatamente pelo fato de ser cruzada pelo já mencionado Caminho das Tropas, via por onde os tropeiros levavam gado do Rio Grande do Sul a São Paulo (Sorocaba) e sul de Minas Gerais.

Graças a sua beleza natural e às suas fazendas centenárias, a Coxilha Rica é uma região propícia ao turismo rural.

Fonte: Wikipédia

COXILHA RICA - RISCO DE DESAPROPRIAÇÃO PARA REFORMA AGRÁRIA


MAPA GEORREFERENCIADO DA COXILHA RICA




Como se vê nos dados estatísticos acima, a Coxilha Rica tem uma insignificante e minúscula ocupação de habitantes/km2 de terras, sendo a maioria delas de campo nativo, pequenos pinhais de araucária e mata nativa e, nos últimos anos, algumas áreas reflorestadas com pinus. A atividade predominante é a pecuária, com destaque para a bovinocultura campeira, com algumas experiências de melhoramentos de pastagens e confinamento.  A agricultura é só de subsistência dos próprios moradores nativos. Reflorestamento é a única exploração econômica em crescimento, com o plantio de pinus em extensas áreas de campos, mudando a paisagem.  Dá para ser comparada com verdejante planalto intocado e improdutivo.

Um dos grandes entraves para sua maior ocupação e desenvolvimento é a falta de estradas de boa qualidade, dificultando seu acesso para fins produtivos e do próprio conhecimento de seu potencial turístico. Servida no sentido Norte/Sul por uma ferrovia a mais de 50 anos, nunca houve o uso racional desse importante meio de transporte, seja para escoamento da produção pecuária, seja para o turismo rural.  Também já houve a tentativa de torná-la legalmente uma APA - Área de Preservação Ambiental, sem êxito, pois a legislação para esse tipo de área ecologicamente protegida inibe a exploração de vários empreendimentos de ordem econômica, e os proprietários de terra recusaram a proposta apresentada.

Assim, é grande o risco de vir a ser invadida pelo MST, a exemplo do que ocorreu em uma Fazenda de Correia Pinto de baixa produtividade. Alguns líderes do Movimento - com inegável e facilitado trânsito junto ao Governo Federal - já sinalizaram em uma reunião de assentamento em Ponte Alta, em 2010, que pretendem intensificar suas invasões na Serra Catarinense. Em linguagem popular, a Coxilha Rica é um prato cheio.  Basta um canetaço em algum gabinete do Incra ou da Presidência da República.