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quinta-feira, 23 de maio de 2013

MUITO CASAMENTO DEU....

PROFESSORA ISMÊNIA - PESQUISADORA DO INGESC
Blog: http://genealogiaserranasc.blogspot.com.br/2010/10/familias-acorianas-na-regiao-serrana-de.html

... na Coxilha Rica no começo do Século XIX entre as Famílias Arruda, Vieira, Ribeiro, Ramos, Borges,  Camargo, Araujo, entre muitas outras, dando origem às 85 Fazendas Antigas.


Os patriarcas José Domingues de Arruda, Leandro Luis Vieira, Manuel da Silva Ribeiro, Laureano José de Ramos, João Antônio Borges e tantos outros, com suas esposas, foram férteis em suas proles de origem portuguesa ao povoarem a Serra Catarinense, o Continente das Lagens no dizer do pesquisador Licurgo Costa, no aprofundamento em detalhes do Professor Walter Dachs, nas obras de Moacyr Domingues, de Diego de Leão Pufal e do organizador e genealogista Cláudio Nunes Pereira. 


Hoje em dia outras pessoas se dedicam a esse mister histórico e genealógico como por exemplo a administradora Tânia Arruda Kotchergenko, a historiadora Sara Nunes e a Professora Menoca (foto acima) que faz lançamento de seu livro genealógico O Voo das Curucacas nesta sexta-feira (24) na Arena Cultural da Festa do Pinhão. 


Aos poucos a História da Serra Catarinense começa a ser revista, atualizada e recontada a partir dos inúmeros recursos tecnológicos que esses pesquisadores de agora têm à disposição. Com toda certeza muitos tabús e mitos sobre personalidades serranas serão derrubados, surgindo em lugar deles outros cidadãos que, de direito e de fato, deram sua valiosa contribuição e ficaram até agora no esquecimento. 


Longa vida aos/às pesquisadores/as!      

sexta-feira, 10 de maio de 2013

FAMÍLIA ARRUDA NA POLÍTICA DE LAGES E DE SANTA CATARINA


INDALÉCIO ARRUDA NA GALERIA DOS PREFEITOS DE LAGES


O Deputado Estadual Indalécio Arruda, duas vezes Prefeito de Lages foi o político mais expoente da Família Arruda no âmbito municipal. Seu pai José Maria Domingues de Arruda ficou conhecido como "Coronel dos Coronéis da Coxilha Rica". Filho caçula de José Domingues de Arruda, José Maria demarcou a Fazenda Guarda Mor e fez seu primeiro registro no Cartório de Curitibanos. No levantamento de verbas pelos franciscanos ele doou 3 lingotes de ouro para construção da Catedral de Lages.


Indalécio Domingues de Arruda (Lages, 12 de julho de 1884 — Lages, 3 de maio de 1972) foi um advogado e político brasileiro. Filho de José Maria Domingues de Arruda e Águeda Dolores de Aguiar Arruda, bacharelou-se em direito pela Faculdade de Direito de São Paulo, em 1910. Foi deputado à Assembleia Legislativa de Santa Catarina na 12ª legislatura (1925 — 1927) e na 13ª legislatura (1928 — 1930). Foi prefeito de Lages, nomeado por Nereu Ramos, de 5 de janeiro de 1938 a 14 de maio de 1941 e de 29 de outubro de 1945 a 31 de janeiro de 1946.



No âmbito estadual também se destacaram:


O jornalista Rubens de Arruda Ramos (Lages, 3 de janeiro de 19131964) foi  advogado. Filho de Vidal Ramos Neto e de Maria Arruda Ramos. Formado em direito pela Faculdade de Direito de Florianópolis, em 1937. Iniciou sua carreira jornalística em 1933, no jornal República, órgão do Partido Liberal Catarinense. Em Florianópolis é homenageado com a designação oficial da Avenida Beira Mar Norte. O deputado Telmo Ramos Arruda (Lages, 21 de março de 1926) é um advogado e político brasileiro. Filho de Alfeu José de Oliveira Ramos e de Celina Arruma Ramos, bacharelou-se em direito pela Universidade Federal de Santa Catarina. Foi deputado à Assembleia Legislativa de Santa Catarina na 7ª legislatura (1971 — 1975), eleito pela Aliança Renovadora Nacional (ARENA).

Fontes Wikipédia:
  • Piazza, Walter: Dicionário Político Catarinense. Florianópolis : Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina, 1985.
  • Ramos Filho, Celso: Coxilha Rica. Genealogia da Família Ramos. Florianópolis : Insular, 2002.

GÊNESIS DA COXILHA RICA – UMA SUCESSÃO DE VÁRIOS ABRAÃOS


Fazenda Guarda Mor com Vidal Ramos Senior na janela do piso superior


O cruel e pecaminoso bandeirante paulista, Capitão Mor Antônio Correia Pinto de Macedo, igual Adão, já conhecia bem a edênica e paradisíaca Serra Catarinense, situada entre o Sertão de Curitiba e cima da Serra de Viamão. Já conhecia a Região em seu pioneiro Êxodo para fundar Lages. Trouxe consigo 82 pessoas para povoar as 16 fazendas dos Campos de Cima da Serra. Coube a um destes, Bento do Amaral Gurgel, o levítico mister de cuidar de abastecer o sempre cheio faraônico cofre do Império Português com os tributos tropeiros  no Passo de Santa Vitória. Por conta disso, Bento recebeu um imenso quinhão de terras na Fazenda Guarda Mor durante o primeiro Assentamento Serrano.
Tal qual a viúva de Potifar, a viúva de Bento se agradou o fecundo tropeiro e carpinteiro Laureano José de Ramos, oriundo de São Miguel (atual Biguaçú), durante uma reforma ou reconstrução da insaciável guarita. A ele vendeu suas terras da Fazenda, nas quais Laureano descobriu, ao demarcá-las, a existência de áreas devolutas ao lado e as requereu para si. Construiu ali uma bela mansão e, enganado como Isaque, abençoou seu filho mais novo Vidal José de Oliveira Ramos (O Vidal Sênior) como herdeiro. Astuto e politizado, Vidal caiu nas graças do Imperador Dom Pedro II, que o nomeou seu representante regional, dando início à epopéia política da Família Ramos que durou mais de dois séculos.
Lá no Rio Grande do Sul, começavam os primeiros entreveros entre ideólogos republicanos e monarquistas ao chegar notícias sobre os desdobramentos europeus da Revolução Francesa e das Guerras Napoleônicas. Três fazendeiros, amigos e vizinhos na efervescente Caçapava do Sul, resolveram ficar de fora dos embates que redundariam na Revolução Farroupilha e tomaram rumo Norte pelo Corredor das Tropas, atravessando o Passo de Santa Vitória com tudo que possuíam, a exemplo de Abraão e Ló, com imensa quantidade de cabeças de gado. José Domingues de Arruda ainda conservava uma bruaca cheia de lingotes que herdou de seus antepassados, mineiros do Ciclo do Ouro nas Minas Gerais. Com ele um parente de Manoel da Silva Ribeiro, este do grupo pioneiro, aqui assentado pelo Capitão Mor. O terceiro era Camargo. Para completar a lista chegou o patriarca Leandro Luís Vieira.

Complementando o Gênesis, bem mais tarde chegou em Lages o italiano Tito Bianchini com malas e cuecas cheias de dinheiro, igual o Jorge Bornhausen e aquele pastor no Aeroporto. Comprou mais de 100 milhões de campo na Coxilha. Os Arruda & Cia já haviam gasto tudo em carreira de cavalo nas raias do Conta Dinheiro e do Jockey Club e fechado bordeis por semanas e semanas no Triângulo. A maioria dos descendentes deles já estava morando em algum arrabalde da cidade, quase de tanga e a 85 Fazendas Antigas trocado de mãos várias vezes...
Fiquemos por aqui. Quem quiser saber mais detalhada essa História recomendo o volume II de Genealogia Tropeira, organizada por Cláudio Nunes Pereira e Abra e Ache, em livro e revista organizada por José Gualberto G. Costa.

          
   

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

A HISTÓRIA QUE SE DESCONHECE


LAGES ANTIGA 


TÂNIA ARRUDA KOTCHERGENKO - BLOG http://lageshistorica.blogspot.com/

Há cinco anos, ao pesquisar a origem de sua própria família, Tânia Arruda Kotchergenko descobriu registros históricos importantíssimos sobre a origem de Lages. São informações documentais que remontam décadas anteriores à fundação da Vila de Nossa Senhora dos Prazeres das Lagens. O achado histórico fará parte de dois livros e mudará a noção que se tem da história lageana.

              Dedicada pesquisa em arquivos de mu­seus e cartórios, em Lages, Curitiba, São Paulo e Porto Alegre, além de es­tudo de antigos autores que se debru­çaram sobre as origens de Lages e de  seu povo, resultaram no descobrimento de informações que mudarão para sempre a noção que se tinha até então de muitos históricos.

Tudo começou quando Tânia Kotchergenko,­ nascida em Lages em 1959, ao elaborar a árvore genealógica de sua família e chegar ao bisavô, José Domingos de Arruda, deparou-se com fa­tos incomuns à história até então conhecida e difundida. O ancestral chegara a Lages em 1833, época em que já havia sido criada a Capitania de Santa Catarina - desmembrada de São Paulo. "José Domingos de Arruda chegou com muito dinheiro e muitas cabeças de gado, e era preci­so saber o que se passava na época. O que o in­fluenciou a vir para cá", comenta a pesquisadora e genealogista.

"Genealogia não é apenas o levantamento de nomes e datas. É também o contexto históri­co. Portanto, a árvore genealógica leva necessa­riamente aos acontecimentos de época", explica. Assim, a pesquisadora chegou à série de 168 artigos de Walter Dachs publicados no jor­nal "Guia Serrano" de 1960 a 1964, ininterrupta­mente, sob o título "Histórico da Vila de Nossa Senhora dos Prazeres das Lagens". O primeiro deles, com subtítulo "A origem do nome de La­ges", é datado de 30 de abril - edição número 2124 do jornal.

História passada a limpo           

Segundo Tânia, Dachs foi o primeiro histo­riador residente em Lages. Porém, antes dele, em 1909, o paraense Romário Martins havia es­crito 'Fundação de Lages, até 1823. Argumentos e Documentos. O historiador e jornalista Licurgo Costa, autor de 'O Continente das Lagens' (quatro volumes), pesquisou muito os escritos de - Dachs e Romário. Posso afirmar que 70% do que foi escrito nesse livro tem como fonte os artigos de Dachs", afirma.

"Como jornalista, Licurgo teve a iniciativa de compilar isso de uma forma que pudesse ser a­presentado e usufruído pela comunidade. E tem ainda parte de criação própria desse profissio­nal que acrescenta a história pós - Dachs até a época atual", avalia.

A pesquisadora lageana conta que desco­briu o livro de Romário, através da Internet, em São Paulo. Um primo dela que é historiador dis­ponibilizou as informações históricas para que pudesse trabalhar. Isso ocorreu graças a uma rede de contatos que reúne amigos genealogis­tas.

Lages como centro estratégico

Tânia considera Walter Dachs e Romário Martins como sendo os principais historiadores de Lages, embora as obras deles não tenham ti­do até hoje a devida valorização. "Quem domina a política, invariavelmente passa a influenciar na produção e divulgação dos fatos históricos e educacionais", comenta a pesquisadora.

Tânia diz que tanto Romário Martins quanto o político Conselheiro Mafra produziram infor­mações "fora de série sobre Lages". Isso ocorreu em torno das teses de sustentação e defesa dos limites territoriais de Paraná e Santa Catarina, durante o Contestado. Romário' defendia o Esta­do do Paraná e Mafra argumentava a favor de Santa Catarina. Mafra teria ido até Portugal no acervo do Porto, buscar subsídios (provas docu­mentais) em favor de Se. Lages foi o foco da defesa para se ganhar o território contestado. Alegava-se sempre que La­ges pertencia a Santa Catarina. Aquele litígio te­ria contribuído sobremaneira para o conheci­mento da história de Lages.

Segundo Tânia, com a morte de Walter Da­chs, em 1964, a pesquisa histórica sobre Lages foi interrompida. Apenas ele pesquisava, na épo­ca. "Estamos em busca de informações precisas sobre esse historiador. Sabe-se apenas que ti­nha como fonte de pesquisa os arquivos da Igreja.

Fonte: Entrevista de Tânia concedida à Revista Visão do Gugu Garcia